quarta-feira, 5 de março de 2008

Capitulo três - Para baixo e avante um resgate em queda livre

3-

As pessoas já se amontoavam para ver o que acontecia no alto do edifício quando uma equipe dos bombeiros e da policia chegaram.
- Desça já daí! - Exclamou um policial através do megafone.- Não tem nada a ganhar com isso!
- Ela...eve...a.gar..p....sso!!! - Gritava o homem desesperado.
Era difícil ouvi-lo, pois ele deveria ter uma ótima garganta para gritar do décimo quinto andar de um prédio, e todos escutassem com perfeição. Até por que neste intervalo de tempo um helicóptero que parecia de uma emissora de televisão. Aproximará-se da área para relatar todos os acontecimentos.
A platéia de uma ou duas pessoas que passavam na rua já não existia mais. O que realmente havia neste momento era uma multidão parada fechando o transito, todos olhando pra cima, testemunhando o que parecia ser um grande anuncio de "EU SOU CORNO" que estava acontecendo do topo do prédio.
André reparando que aquela situação necessitaria de uma ajuda especial ele correu para dentro do curso, foi direto para o banheiro dos professores e se trancou em um dos boxes laminados de divisória de vasos.
Ofegante, ele abriu alguns botões da camisa até revelar um medalhão de cor verde intensa com um núcleo amarelo. Ele se sentou no vaso e colocou a mão no medalhão que parecia estar incrustado e pele dele.
Uma sessão horrível passou pela a mente de André. Todas as cores do mundo foram sumindo, as imagens começam a ficar disforme, o ar lhe fugia o peito. Começou a transpirar frio e perder a força do seu corpo; Com os dentes bem fincados uns contra os outros para não gritar André demonstrou um ultimo ato de vida. Seus olhos perderam o brilho e ficando completamente opacos.
Desmaiado no chão do Box do banheiro, André parecia sem vida. Quando o seu amuleto começou a brilhar e de dentro dele a sair uma forma muito semelhante à de André. Usa roupas verdes com detalhes amarelos e uma capa azul escura.
Antes de se tornar 100% matéria essa forma transpassou a parede aluminada das divisórias dos boxes, as paredes de concreto do prédio até chegar a rua. Planando alguns centímetros do chão, uns trinta mais ou menos. Foi então que ele abriu os olhos e se tornou oficial. Lisarb Ira começar a agir.
Voou até chegar ao patamar do prédio, já aos gritos e aplausos. Emparelhou-se com o casal quando percebeu que o rapaz havia uma faca encostada nas costas da garota.
- Se ocê oprima mais um pentelho eu juro que taco ela daqui.-disse o homem enfurecido.- Tu também tacaria se fosse tua mulher.
-Calma , calma. - Dizia Lisarb tentando se aproximar.
- Ela me trai cara! Ele dormiu com otro e depois veio dizendo que queria me deixar por o Ricardão era melhor. VÊ se eu posso viver com isso cumpadi?!
Lisarb ficou meio sem graça d que responder por uns instantes quase denunciou isso em suas expressões faceais. Foi quando lembrou que tratava de morte e pensou que arrumaria algum jeito melhor de resolver aquilo.
- Pode, por favor, se acalmar. - dizia Lisarb se aproximando do beira do prédio.
- EU disse pra tu não chega perto!!! - jogando a garota lá de cima.




Foi uma ação muito rápida...No mesmo tempo que ela caia Lisarb mergulhará para tentar agarrá-la. O vento passava zumbindo pelos seus ouvidos. E quando falta um pouco menos de cinco metros para ela atingir drasticamente o chão Lisarb a salva e aproveitando toda a velocidade que adquirira na descida ele deu uma volta no quarteirão antes de aterrissar com a garota a salva. Uma pitada de exibicionismo também.
Então ele se lançou no ar para pegar o namorado, mas já estava sendo algemado pelos policiais.
Sentindo que seu trabalho ali terminará ele ia voltar para o corpo de André. Mas de repente, ao longe. Vê um avião descer rapidamente com uma das assas cuspindo fogo e fumaça.
"Não sei muita coisa de aviação, mas aterrissar de bico não deve ser um dos melhores meios, o mais rápido, mas não o melhor" pensou ele...

CONTINUA...

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